Me tira desse beco sem saída,
Me arranca desse beijo despedida.
Me mata um pouco de cada vez,
Que é sem sentir mesmo que eu gosto de viver.
E quando eu quero tudo aquilo ou nada disso,
É que eu me sinto levitar com o vento ao rosto.
Entorpece os dias,
Dizendo, decidindo por mim.
De fora pra dentro, que é pra não arrebentar.
Não me acho de tanto gosto,
Quando é de verso ao léu que me deixo ir.
Me deixo existir.
E a dor que eu sinto,
É por deixar de lado.