Fecha-se numa concha o pôr-do-sol,
Encerra-se em tantas cores, mas o silêncio permanece.
As palavras definham em segundos,
Falta coragem pra esclarecer certas frases...
Mesmo quando o acordo é não perder,
O medo levanta sua voz e se acanha ali no canto.
O receio se faz dito por dentre os silêncios,
E os momentos mais belos se calam.
Eu confesso: quero um dia sem medo.
Quero o real, o aperto.
Quero o gosto do carinho sem sossego.
Quero o desgaste, a energia.
Quero o rastro pingado da poesia.
E o quero na beleza de todo dia,
Assim, sem mais nem menos.
Sem promessas, sem fantasias.
Contanto que o medo vá dar voltas no poço do segredo.
Contanto que os sorrisos sejam sinceros, destemidos.