Preciso de um pouco de refinamento,
Aquele rompante de sentimento,
A causa das fontes que jorram alento,
O mistério dos rostos,
A crise do pensamento.
Precisar é de fato um tato,
Que desperto calma o rosnar do peito,
O sentido é tudo de nada um pouco,
Rasgando o que pode ser rasgado,
Na memória o gás do estilo,
Traçando as linhas,
À velocidade do vento.
São teus os olhos que vejo á pálpebras cerradas,
As mãos que só fazem sentido na luz das idéias,
Os diálogos comigo mesma,
A penumbra que paira á luz do dia.
Me cala.
Liberta.
O abrigo é o peito, meu, teu, de quem for.
Me cala.