Passei por um inferno mental. Durou quase duas semanas.
É como se eu estivesse vendo o mundo por meio de duas lentes míopes, negras e embaçadas.
Como se eu estivesse amarrada, contida, sufocando, sufocando, esperando alguém pra me salvar.
Mas quem vai me salvar de mim mesma?
A verdade é que só quem pode me salvar sou eu.
A partir do momento que a responsabilidade da minha paz é minha, as lentes se perdem no mundo,
e eu me acho.
Eu: intensa, incógnita, incoerente, livre.
Livre do medo, da incerteza, da lente míope que quer criar um universo de fantasia.
As coisas são. Elas são como são.
Encaixar a vida na perfeição idiota que se plasma na mente é no mínimo estúpido.
Porque se cria dor, sofrimento e cansaço, por nada.
Então se as coisas são, se observa o ato de ser e só. Nada mais.
É aí que as coisas se tornam maleáveis, quando se admite a sua existência.
A flexibilidade nada mais é do que tornar maleáveis situações, comportamentos e pensamentos petrificados.
E o conforto surge novamente (não a acomodação) e sim o conforto de se estar na própria pele.
A beleza de estar enraizado na vida.
De sentir os pensamentos passarem como ondas, enquanto você permanece.
Se tudo passar, se o mundo passar, você permanece.
Vivo, intenso, entregue a si mesmo, irradiando luz e mel.
Mistifica-se o verso, sem que signifique nada no tudo, sem que seja exceção á regra. Diria, sem medo nem voz, que se é um dia, que se o viva na poesia. Poemas e textos de Nadja Lopes
3.5.11
2.5.11
Sombra
A ilusão é um véu se que sobrepõe no cerne da felicidade.
É um espectro, um suspiro quando se larga no ar.
É solitário admitir que se é único, um ser sem igual,
Nessa unicidade, as características se partem, se dobram, se encaixam, se fundem,
Me vejo a sobrevoar mistérios e medos, sanar meus desejos..
O medo, a sombra... enfim exposta,
Te abraço, minha querida amiga,
É você que me impele a desafiar-me.
És parte necessária de mim.
A adversidade atroz,
Não mata, e sim, preenche o vácuo da certeza,
Me configura.
Quero o chão,
Quero ser.
Ser o que sou, sem remendos.
Não há nada aqui que me envergonhe.
Não existem atalhos.
Não existem definições corretas,
Existe apenas a liberdade.
Ser, sentir, viver.
A vida, sem cortes, sem desespero, sem açoite.
Aceitação, pura e simples.
Amo cada segundo meu e me encontro nua diante de mim.
É um espectro, um suspiro quando se larga no ar.
É solitário admitir que se é único, um ser sem igual,
Nessa unicidade, as características se partem, se dobram, se encaixam, se fundem,
Me vejo a sobrevoar mistérios e medos, sanar meus desejos..
O medo, a sombra... enfim exposta,
Te abraço, minha querida amiga,
É você que me impele a desafiar-me.
És parte necessária de mim.
A adversidade atroz,
Não mata, e sim, preenche o vácuo da certeza,
Me configura.
Quero o chão,
Quero ser.
Ser o que sou, sem remendos.
Não há nada aqui que me envergonhe.
Não existem atalhos.
Não existem definições corretas,
Existe apenas a liberdade.
Ser, sentir, viver.
A vida, sem cortes, sem desespero, sem açoite.
Aceitação, pura e simples.
Amo cada segundo meu e me encontro nua diante de mim.
Assinar:
Postagens (Atom)