Me diz assim ao pé do ouvido,
Esses suspiros são o que ninguém paga pra ter.
E num resto de dia frio, traz assim o verso, quero ver o verde que já foi.
A chuva que dobra na esquina é pra cair na sua janela,
E se misturar com a sua chuva, que desce de um jeito que só ela sabe,
E se desgasta pelas curvas do seu rosto.
E não é de tristeza, não é de leveza, não é de praça ao ver de todo o céu azul,
Que agora cinza banha de vértices as suas idéias, as suas loucuras.
Te vejo abrir-se como um silêncio se abre de cores quando dá o seu adeus ás palavras.
E quando são libertos sons de novas notas, e o silêncio definha,
Então são os olhos que eu paro de encarar que soltam cada parte do que é meu,
Quando nada quero falar.
E se um dia eu vir passar o mesmo velho, negro, teu olhar,
Digo o adeus que te corteja as mãos quanto me quero ir.
E deixo assim de lado meus pés,
Para que não escolham sozinhos para onde ir.
Como costumam fazer quanto sou eu que não sei como chegar, nem como sair.
Esses suspiros são o que ninguém paga pra ter.
E num resto de dia frio, traz assim o verso, quero ver o verde que já foi.
A chuva que dobra na esquina é pra cair na sua janela,
E se misturar com a sua chuva, que desce de um jeito que só ela sabe,
E se desgasta pelas curvas do seu rosto.
E não é de tristeza, não é de leveza, não é de praça ao ver de todo o céu azul,
Que agora cinza banha de vértices as suas idéias, as suas loucuras.
Te vejo abrir-se como um silêncio se abre de cores quando dá o seu adeus ás palavras.
E quando são libertos sons de novas notas, e o silêncio definha,
Então são os olhos que eu paro de encarar que soltam cada parte do que é meu,
Quando nada quero falar.
E se um dia eu vir passar o mesmo velho, negro, teu olhar,
Digo o adeus que te corteja as mãos quanto me quero ir.
E deixo assim de lado meus pés,
Para que não escolham sozinhos para onde ir.
Como costumam fazer quanto sou eu que não sei como chegar, nem como sair.