16.1.13

Hipnose

O momento da hipnose. O ar, o som, a mentira. O faz de conta das palavras que são fáceis de tragar. 
O tempo, a vida, a sombra. A colocação contraria do que se diz. 
A sabedoria, a comunicação: a inteligência que escorre. A sobreposição do que morre.
O sentido, ferido, um passo firme. A volúpia, a volúpia, o tom. 
São tantas as coisas que se sabe, quando não tem ninguém por perto.
São tantas as coisas que se vê, quando todas as possibilidades estão em aberto. 
O que se quer, o que se quer, o que se quer é o inverso.
A sublimação, o veneno, a cura. O dia a dia, o torpor. A impossibilidade. 
De cor em cor, o serpentear do caminho. 
A mudança, a mudança, o que se faz de bom.
Aquele momento de por tudo em seu lugar. 
O tempo que se têm para absorver a sanidade e manter o pé no chão. 
O brinde, o brinde a ser mantido, imaginado, temido. 
A liberdade que se delineia, entre traços e curvas.
Possibilidades obscuras, silêncios, aventuras.