Como se importasse dizer, crer, ou ainda: querer.
A permissão era o desdém de um caso perdido,
O mistério do orgulho ferido,
Não há configuração.
Corpo, ditadura..
Desacordo.
Me rasgava o ar,
O vento escuro, claro torpor.
A permissão era um melindre dos sentidos.
Escolhas na frente do espelho,
No inverso o sentido do verso,
O resultado...
O medo?
O medo é meu.
Te deixo com o descaso.
Nada mais, nada mais, nada.
Para o nada, o nada é tudo.
Tudo ou nada?
Mistifica-se o verso, sem que signifique nada no tudo, sem que seja exceção á regra. Diria, sem medo nem voz, que se é um dia, que se o viva na poesia. Poemas e textos de Nadja Lopes
13.11.10
1903
Sabiam-se as palavras, os tons, as ideias.
E não se sabia nada.
Queria prever. Mortificar, amortecer.
Amortecer a queda.
Caiam como lágrimas, sentinelas.
Cores escuras, o negro olhar.
Era uma dor. Um silêncio.
Uma morte.
Uma parte dispersa, uma peça errada,
Um tiro no pé.
É que nada, de nada serve.
Uma loucura, um espelho,
uma jornada.
Um caminho, redemoinho,
pensamento.
Não. O não era tudo.
O não era o ditado.
O não teria ruido uma torre de pedra,
As mãos de bronze que respiravam imóveis.
Era meu o sonho, a ingenuidade, o pouco de fel.
Uma trave, uma trava, um orgulho.
Me restava o mundo.
E pra quê?
E não se sabia nada.
Queria prever. Mortificar, amortecer.
Amortecer a queda.
Caiam como lágrimas, sentinelas.
Cores escuras, o negro olhar.
Era uma dor. Um silêncio.
Uma morte.
Uma parte dispersa, uma peça errada,
Um tiro no pé.
É que nada, de nada serve.
Uma loucura, um espelho,
uma jornada.
Um caminho, redemoinho,
pensamento.
Não. O não era tudo.
O não era o ditado.
O não teria ruido uma torre de pedra,
As mãos de bronze que respiravam imóveis.
Era meu o sonho, a ingenuidade, o pouco de fel.
Uma trave, uma trava, um orgulho.
Me restava o mundo.
E pra quê?
19.10.10
o que eu não sei
Não quero escrever sobre certezas,
Quero escrever sobre o que eu não sei.
Dentro do infinito de possibilidades nessa categoria,
O intrigante fator que me persegue todos os dias, o mistério das coisas, o silencio que precede as palavras,
Sutilezas, a incidência dos afins...
Elejo o menor dos princípios, o maior dos sabores,
A conjuntura e o alinhamento dos planetas,
Que me explique o infinito,
O finito e o fixo, o destino do acaso:
A complexidade de um lábio encostando-se ao outro.
Neste caso, o simples não é nada simples.
Dificilmente o prazer de um beijo pode ser simples.
Isso iria contra as leis da imaginação.
Quero escrever sobre o que eu não sei.
Dentro do infinito de possibilidades nessa categoria,
O intrigante fator que me persegue todos os dias, o mistério das coisas, o silencio que precede as palavras,
Sutilezas, a incidência dos afins...
Elejo o menor dos princípios, o maior dos sabores,
A conjuntura e o alinhamento dos planetas,
Que me explique o infinito,
O finito e o fixo, o destino do acaso:
A complexidade de um lábio encostando-se ao outro.
Neste caso, o simples não é nada simples.
Dificilmente o prazer de um beijo pode ser simples.
Isso iria contra as leis da imaginação.
... (2)
Just something exhilarating about staring the Sun in the face. There were things quiet beneath our eyes. Tear-like ideas, blossoming fears… quiet as mornings, this was something yet to be discovered. There were consequences. Our lives seemed in uproar, like we’d found a mate for life. I’d love you with my soul… that’s saying something.
My love
It was the most beautiful, most exhilarating place,
that where your eyes touched my lips.
That where we're free to be,
That where no one else steps on but us.
Our very own sanctuary.
This I love, no regrets;
the peace, the voice,
the armors of hope.
That symbolism,
the home that lay forgotten for the past ages,
centuries, my own.
You are my other body,
my other hands,
my other soul,
my other heart,
my friend,
my mate,
my love.
May this love rest free,
soaring its wings high with the wind.
that where your eyes touched my lips.
That where we're free to be,
That where no one else steps on but us.
Our very own sanctuary.
This I love, no regrets;
the peace, the voice,
the armors of hope.
That symbolism,
the home that lay forgotten for the past ages,
centuries, my own.
You are my other body,
my other hands,
my other soul,
my other heart,
my friend,
my mate,
my love.
May this love rest free,
soaring its wings high with the wind.
You, spread down my fingers...
How perfection could fold into sadness in a second?
The eagle goes blanch, stops dancing.
Your bear eyes seemed to reflect the unsaid,
The lack of something…
How did I miss this?
Your hands distract me so well.
Burning thoughts,
Listen, I want nothing but truth and a piece of your lips.
You, spread down my fingers.
You, spread down my fingers…
The eagle goes blanch, stops dancing.
Your bear eyes seemed to reflect the unsaid,
The lack of something…
How did I miss this?
Your hands distract me so well.
Burning thoughts,
Listen, I want nothing but truth and a piece of your lips.
You, spread down my fingers.
You, spread down my fingers…
long night
It hurt.
Maybe like that burn on my arm when I was a kid.
Maybe like the time I fell face down to the floor,
Or the thousandth time I fell from the staircase at my place.
Well, when you fall a lot, it don't matter much if you fall next.
You see, I didn't want to hurt myself neither one of those times.
Nobody likes pain...
Or, nearly no one does.
What's this all about?
I'm dying here.
I shooting myself from a distance.
I'm killing my guts.
You know what?
Fuck it.
It won't be a first, It wont be a last.
You've hurt maybe.
I've been hurt ten thousand times, no want for it.
No staircases, no floor, no burns.
This was real. This was emotional sensationalism;
This was you missing and me worried at late night,
This was no word from you, no lies, no nothing.
Get it out. I'm dead.
Maybe like that burn on my arm when I was a kid.
Maybe like the time I fell face down to the floor,
Or the thousandth time I fell from the staircase at my place.
Well, when you fall a lot, it don't matter much if you fall next.
You see, I didn't want to hurt myself neither one of those times.
Nobody likes pain...
Or, nearly no one does.
What's this all about?
I'm dying here.
I shooting myself from a distance.
I'm killing my guts.
You know what?
Fuck it.
It won't be a first, It wont be a last.
You've hurt maybe.
I've been hurt ten thousand times, no want for it.
No staircases, no floor, no burns.
This was real. This was emotional sensationalism;
This was you missing and me worried at late night,
This was no word from you, no lies, no nothing.
Get it out. I'm dead.
...
Rompi com a ingenuidade, ela não mais me apetece. Não me canta, não me deseja. São meus os olhos que encaram esses olhos. A ingenuidade não mora aqui e nem em lugar nenhum. Porque são como toques, esses olhos que me encantam. O desanuviar do universo, uma lasca, um beijo. A rua é uma noite escura e o brilho, e a noite e o raio lançando mão do desafio. Essa lua está de cabeça pra baixo e o mundo não se importa. É de gosto que se faz o mistério, o desenho da ilusão nas costas nuas, o sabor de inverno.
Your brown
I’d seen the beauty in those eyes,
The shifting of colors…
My green, your brown.
This is a poem, as dull as they can be.
An injection of pain killers in your spine,
Anachronisms,
Soft, morn ideas.
Worn, despicable thoughts, conspicuous words…
Forget it, this couldn’t be a cobra, not a rabbit, no butterflies… except for the ones in my stomach, trying their best to knock me down.
Love can be this close to sanity, or it’s exact opposite version.
I’m blossoming clouds beneath my hands,
And I left the ground for nearly a second.
This second made me twist my fingers, close my eyes shut and bounce… once, twice, the hell with it. I’m alive, right?
Pain’s back and this shitty poem ain’t dead yet.
It burns and it clings and it goes back and forth paradise. Twisting whatever it meets, my eyes, your pretty green and so many words on the way…
Maybe because I love each maddening second of thought spent in your behalf.
Days spent without you don’t seem like days at all.
The shifting of colors…
My green, your brown.
This is a poem, as dull as they can be.
An injection of pain killers in your spine,
Anachronisms,
Soft, morn ideas.
Worn, despicable thoughts, conspicuous words…
Forget it, this couldn’t be a cobra, not a rabbit, no butterflies… except for the ones in my stomach, trying their best to knock me down.
Love can be this close to sanity, or it’s exact opposite version.
I’m blossoming clouds beneath my hands,
And I left the ground for nearly a second.
This second made me twist my fingers, close my eyes shut and bounce… once, twice, the hell with it. I’m alive, right?
Pain’s back and this shitty poem ain’t dead yet.
It burns and it clings and it goes back and forth paradise. Twisting whatever it meets, my eyes, your pretty green and so many words on the way…
Maybe because I love each maddening second of thought spent in your behalf.
Days spent without you don’t seem like days at all.
Se era tudo, se era um pouco, se...
A verdade, de cada qual se serve.
Servidos estamos todos.
Em bandejas diversas,
Qual o seu gosto?
Qual o seu credo?
Qual a sua cor, o seu verso,
a sua dor?
Se algo te resta, acalma, desperta,
Então nada mais incide, nem resiste.
É uma escolha, uma página, uma música.
Seriam os raios, as nuvens, os encontros, as despedidas,
Apenas passíveis de escolhas?
É um toque com a palma da mão,
A energia constante que precede os sentidos,
O retoque nos olhos,
A dor de sentir.
Sentir na pele, nas ideias.
A beleza de sentir.
A beleza.
A vida, a beleza.
Não seriam disformes?
As cores, as gotas, o suor incandesce.
O melodrama, o impulso, a força constante.
É que restam espectros na memória,
Restam imagens nas retinas.
Restam poucas coisas,
De que se sente, muito ou pouco, um inferno, um céu, um desejo;
A mente migra de ponto em ponto,
De canto em canto,
De medo em medo.
De dor, de sede, de ânsia, de completude, de falta.
Eram assim feitos os dias,
Da fumaça que percorre os pensamentos,
Do amor que acalma as mãos e os pés,
Levita no senso, permeia o nosso universo.
Faltem meus diagramas,
Minhas pegadas,
Meus amigos distantes.
Falta nas mãos um sossego.
A verdade, de cada qual se serve.
Servidos estamos todos.
Em bandejas diversas,
Qual o seu gosto?
Qual o seu credo?
Qual a sua cor, o seu verso,
a sua dor?
Se algo te resta, acalma, desperta,
Então nada mais incide, nem resiste.
É uma escolha, uma página, uma música.
Seriam os raios, as nuvens, os encontros, as despedidas,
Apenas passíveis de escolhas?
É um toque com a palma da mão,
A energia constante que precede os sentidos,
O retoque nos olhos,
A dor de sentir.
Sentir na pele, nas ideias.
A beleza de sentir.
A beleza.
A vida, a beleza.
Não seriam disformes?
As cores, as gotas, o suor incandesce.
O melodrama, o impulso, a força constante.
É que restam espectros na memória,
Restam imagens nas retinas.
Restam poucas coisas,
De que se sente, muito ou pouco, um inferno, um céu, um desejo;
A mente migra de ponto em ponto,
De canto em canto,
De medo em medo.
De dor, de sede, de ânsia, de completude, de falta.
Eram assim feitos os dias,
Da fumaça que percorre os pensamentos,
Do amor que acalma as mãos e os pés,
Levita no senso, permeia o nosso universo.
Faltem meus diagramas,
Minhas pegadas,
Meus amigos distantes.
Falta nas mãos um sossego.
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