28.5.12

A veil was lifted, I can finally see beyond your fog. I have wishes that can be now, I am able to exist. I am no longer trapped  in between your  wanting, I am not yours to keep or to boss, taste or even limit: I am mine.  You are free to be happy elsewhere, I release you from our storyline.  I like your absence, I like that it says little or nothing at all, I like not to share plans with you and I like not to have to see them crumble around like a pile of senseless cards. We were a lousy pair - for I yielded every single day to your liking.  Mine was subdued and crawling around, begging to be left alone, begging to exist. So you made a selfish monster out of me. I shan't yield anymore. My wishes and desires shall be sacred. And I stand pleased, yet alone. Above all, free to do whatever I want in the company I see fit. So, come to think of it...  Thank you. I shall survive with honors.  Being who I am, with all my likings in place. Actual freedom, for a change.   

27.5.12

Pela primeira vez em muito tempo eu me sentira livre. Dancei sem medir espaço enquanto você me olhava. Você é apenas uma idéia, eu não te conheço e não sei se você é real. Seu corpo existe e se impõe na minha percepção finita de ser e ver. Você resiste bravamente no meu imaginário, assim como existem imagens de estrelas e nuvens e sons de canções que permanecem mesmo após terem sido esgotados pelos pensamentos. O seu corpo se impõe na minha memória e me hipnotiza. Faz tanto tempo que eu não arrisco embebedar-me em meio a encantos tão explícitos....  Eu vejo como elas te vêem, e sei que é exato o encanto, o físico, uma aparência nada sutil. E invento um sentido extra que possa justificar uma atração tão vazia e simplória. A verdade é que o simples fascina e o silêncio alimenta uma fantasia sem fim, de forma que não sei se me interesso ou se a física dos nossos corpos faz com que eles se gritem e se intimem mutuamente. A ciência do incômodo se faz presente e me diz que é factível este desejar, é um esboço linear, é um formigar dos sentidos, flamejando e caçando espaços pelos quais cedo enfim a uma fadiga sensorial. É uma excitação singular e ao mesmo tempo comum. Olhos que encaram e mãos que se experimentam pela primeira vez, como se quisessem traduzir em palavras o que pensam nossos corpos. E eu tenho apenas que agradecer a poesia implícita, pois que a sua existência me fascina e a mera possibilidade do toque me submerge. Levante-se, liberte-se e me beije. Nada mais.