19.10.10

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Rompi com a ingenuidade, ela não mais me apetece. Não me canta, não me deseja. São meus os olhos que encaram esses olhos. A ingenuidade não mora aqui e nem em lugar nenhum. Porque são como toques, esses olhos que me encantam. O desanuviar do universo, uma lasca, um beijo. A rua é uma noite escura e o brilho, e a noite e o raio lançando mão do desafio. Essa lua está de cabeça pra baixo e o mundo não se importa. É de gosto que se faz o mistério, o desenho da ilusão nas costas nuas, o sabor de inverno.