O tempo, a vida, a sombra. A colocação contraria do que se diz.
A sabedoria, a comunicação: a inteligência que escorre. A sobreposição do que morre.
O sentido, ferido, um passo firme. A volúpia, a volúpia, o tom.
São tantas as coisas que se sabe, quando não tem ninguém por perto.
São tantas as coisas que se vê, quando todas as possibilidades estão em aberto.
O que se quer, o que se quer, o que se quer é o inverso.
A sublimação, o veneno, a cura. O dia a dia, o torpor. A impossibilidade.
De cor em cor, o serpentear do caminho.
A mudança, a mudança, o que se faz de bom.
Aquele momento de por tudo em seu lugar.
O tempo que se têm para absorver a sanidade e manter o pé no chão.
O brinde, o brinde a ser mantido, imaginado, temido.
A liberdade que se delineia, entre traços e curvas.
Possibilidades obscuras, silêncios, aventuras.