23.8.11

Eu queria escrever novamente,
Rasgar meus receios e fazê-los dançar em verso.
Dizer que não importa.
Vocês podem pedir a minha alma,
Amedrontar meus sonhos,
Escurecer minhas idéias,
Mas no fim do dia é o meu querer que vale.

Vocês podem esconder meus portos,
Guardar meus gritos na gaveta,
Dizer que a ilusão me alcança os passos.
Mas ilusão é a cereja do bolo.
E não venham me falar que está tudo certo ou errado,
branco ou preto...
Não suporto esses termos.

Gosto mesmo é da paixão, do rastro,
do amor indelevelmente real e são.
Você que exige e não ama,
Você que ama e não compreende,
Você que quer engessar o mundo com a sua utopia.
Você me cansa.

Me canso de ouvir que o diferente não é satisfatório.
Porque sou e serei diferente sempre.
E não há como me encaixar no seu pequeno quebra-cabeças...
Ele é por demais correto e errado, branco e preto,
Ele é um plano cartesiano.
E eu funciono na base do mais pleno e diverso caos.