As pequenas flores, os caules úmidos,
Os invernos fora de época, as dobraduras internas,
As mãos banhadas de mel.
A negação do silencio, os pretextos da boca,
O trêmulo da voz.
E a chuva, com suas lágrimas,
Salgando nossas pétalas.
Eis que se desmancham nos dedos,
O lazer das idéias,
A sobreposição das palavras,
O acelerar do tempo.
Aqui correm nossos sentidos,
Na memória do toque.
No calado da voz.
No silêncio contínuo que registra o presente.