É como se os diversos mistérios que acalmam seus olhos pairassem: o inverno chegou. Os olhos como refletindo as mãos quietas. O nervosismo das almas.
A saudade existe, é um copo vazio. É a falta do que ter. É o errado, é o certo.
E me calo, da boca pra fora.
Você me circula, faz ronda nos meus pensamentos, representa os meus medos, reconhece o que quer que seja que me faz bem.
Eu estou despertando minhas idéias. Elas cortejam as memórias, compartilham histórias, se lembram de tudo. A memória é um fardo, um cargo vitalício.
Como os sonhos se cansam de existir, eu me gasto. Canso as estrelas e a lua com minhas preocupações. Desperto suas idéias, a milhas de distância.
Se você apenas soubesse, quisesse, imaginasse. São mudas as estrelas quando se tem dúvida. A raiz quadrada do pensamento escorre pelas mãos.
É que o fim assusta. O começo também. Não existem mapas, nesse lugar desconhecido que pisamos ao nos relacionar com as pessoas.
O meio do caminho aqui não serve.
As pessoas têm que fazer suas apostas, e mantê-las.
E se eu me arrasto com minhas dúvidas, você se cala no desencanto.
Eu te amo, mas não sei se o meu amor cabe em você.