19.12.08

Idéias

Compreender o impensável,

Inimaginável silêncio dos pesares.

Decifrar castelos, idéias, altares,

Codificar os sonhos, despertos, risonhos,

Simbolizar desejos, nos versos, desertos.


Comemorar singelos os belos reversos,

Admirar o passeio pelos avessos,

Anoitecer o discreto das cores, abraços,

Comunicar nos palcos, que sejam sagrados.


Disseram ser loucura o gosto, reverso,

Instigaram a fome, na pele, nas mãos,

E calaram-se as preces, alturas, cometas,

Imaginando a sede, de tudo, de nada.


Resgataram o que se chama dor,

Para lembrar que em si, não é por demais um calo,

No verso do sapato,

Comemorando o tato que se chama coração.