Compreender o impensável,
Inimaginável silêncio dos pesares.
Decifrar castelos, idéias, altares,
Codificar os sonhos, despertos, risonhos,
Simbolizar desejos, nos versos, desertos.
Comemorar singelos os belos reversos,
Admirar o passeio pelos avessos,
Anoitecer o discreto das cores, abraços,
Comunicar nos palcos, que sejam sagrados.
Disseram ser loucura o gosto, reverso,
Instigaram a fome, na pele, nas mãos,
E calaram-se as preces, alturas, cometas,
Imaginando a sede, de tudo, de nada.
Resgataram o que se chama dor,
Para lembrar que em si, não é por demais um calo,
No verso do sapato,
Comemorando o tato que se chama coração.