Eu conseguia ver de longe a sombra do horizonte,
E o vento dançava de um lado para o outro junto ás folhas que ainda restavam.
E só me restava aquele gosto novo na boca.
O gosto que fica quando se cresce mais um pouco.
E eu não entendo como as pessoas deixam de viver por medo de perder o que amam.
Isso não é amor.
Agora, não me pergunte o que é amor.
Mas de alguma forma sinto que ele deva ser livre.
Amar não é cortar as asas dos outros.
Amar não é encerrar ninguém entre quatro paredes.
Amar deve ser permitir a vida.
Permitir que os outros vivam e cresçam por sí mesmos.
Permitir a independência.
Amar é libertar e não prender.
Medo de perder não é amar.