Mulheres são seres divinos. Os homens que sabem disso têm menos chances de cair na besteira de provocar sua ira. Quando se irrita os deuses, não há muito que se possa fazer. O cara tenta consertar, liga, pede compreensão, diz que não consegue viver sem ela, ou então, liga insistentemente, chama pra sair, ela nada. Freqüenta os lugares que ela costuma ir, só pra se irritar e ver que ela já mudou de vida. Ela não quer mais saber de limites, nem de ficar presa, morando dentro de caixinhas confortáveis, cheias de fitas coloridas e balões cor-de-rosa. Ela sabe agora, que o mundo é muito maior que aquelas caixinhas. Que é melhor ser livre do que ficar segura e apertadinha nas caixas que alguém fez pra ela, delimitando o seu vir a ser.
Quando a sensação de liberdade acomete uma mulher, então a sua ira se liberta, e ela não quer ser tratada como uma florzinha, ela sabe que tem sentidos e sentimentos muito mais resistentes que as pétalas que usou para se proteger do mundo. Ela sabe que não quer ser posse, nem objeto indispensável, mas quer que alguém conheça cada fio de cabelo seu, e valorize suas faces, e abrace seus sentidos, e conheça o pulsar do seu peito, assim como a palma da sua mão. Uma mulher que tem a ira no couro sabe que homem nenhum é maior que as possibilidades que ela pode criar, nem mais forte que os poderes que ela pode exercer, nem mais significante que o mundo que ela é capaz de sentir em instantes. Uma mulher que se aceita dessa maneira sabe que é uma deusa. E ela também sabe que nenhum homem no mundo está a par desses segredos por completo, nenhum homem partilha dessa aceitação, a não ser que ele seja muito bem casado, ou, sabiamente, goste de outros homens.
Quando a sensação de liberdade acomete uma mulher, então a sua ira se liberta, e ela não quer ser tratada como uma florzinha, ela sabe que tem sentidos e sentimentos muito mais resistentes que as pétalas que usou para se proteger do mundo. Ela sabe que não quer ser posse, nem objeto indispensável, mas quer que alguém conheça cada fio de cabelo seu, e valorize suas faces, e abrace seus sentidos, e conheça o pulsar do seu peito, assim como a palma da sua mão. Uma mulher que tem a ira no couro sabe que homem nenhum é maior que as possibilidades que ela pode criar, nem mais forte que os poderes que ela pode exercer, nem mais significante que o mundo que ela é capaz de sentir em instantes. Uma mulher que se aceita dessa maneira sabe que é uma deusa. E ela também sabe que nenhum homem no mundo está a par desses segredos por completo, nenhum homem partilha dessa aceitação, a não ser que ele seja muito bem casado, ou, sabiamente, goste de outros homens.