A Última Ceia no seio da vida.

Mistifica-se o verso, sem que signifique nada no tudo, sem que seja exceção á regra. Diria, sem medo nem voz, que se é um dia, que se o viva na poesia. Poemas e textos de Nadja Lopes

5.2.08

Vôo

Não preciso,
Não repita,
Não complica.
A sua cabeça não pára.

Não trava,
Não cumpre,
Não divaga.
Na mente, a noite cala.

Não curva,
Não molha,
Não suja.
A beleza tá na margem.

Não supre,
Não tenta,
Não foge.
Onde acaba o rastro começa o resto.

Não curte,
Não trama,
Não sente,
Fim de papo.

E se resta um pingo de dúvida,

Sai na rua e voa,
Desenjaula,
Pousa na proa.

Vai logo,
Voa.




Postado por nadja às 2:41 PM

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