9.10.07

Presente

Hoje a lua amanheceu de cabeça pra baixo,
E o vento dobrou a esquina pra me trazer você.
Ritmo, poema e som.
Numa tela surrealista...
Esforçando escancarar um conceito,
Pra deixar claro o imperfeito,
Pra romancear pétalas em sol.

Quis conspirar com o infinito,
Pra prever o destino
E inventar novos nomes,
Que definissem futuro.
No contexto passado e presente expressos,
Um mero segundo difuso...

Tudo por explicar uma brecha na sombra,
Cortina sem janela...
Que o que faz da água lágrima é a presença de um rosto.
E o que faz do tempo verbo é dialogar.
Mas que venha a veia,
Pra sangrar o orgulho ao invés do amor...

Te digo que o vento me contou,
Que prever é matar de surpresa o instinto,
E hipnotizar esse saber é inexistir no jogo da analise...
Rompam-se os conceitos.
E ainda que estranho, seja espontâneo e honesto,
Sem cortes nem edições,
No eu: original,
Jaz expressa a sua impressão.



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