E aquela brecha no espaço,
Sem argumento,
De novo se traduz em espelho.
O reflexo, sincero, me é por inteiro.
Na raspa do tempo se lêem memórias,
De dias sem gosto, noites em sombra,
Terra sem fim...
E se o todo se muda de vento,
Escancaradas ficam as boas idéias,
A covinha no canto, sorriso,
A beleza de cada segundo.
Um talvez concreto,
Beirando um caminho reto,
Traduz a inflexibilidade,
Tempo...
Expandir a condição severa do tempo.
De frente o espelho,
Diz mais desse sorriso...
Desse descanso de lado do quadril,
Desses pés fraquinhos.
Dessa lua que carrego no olhar.
Imagens e sentidos.
Sendo os sentidos ainda mais plausíveis...
Não cerne ao belo, a distinção.
Em vez de tudo, o carinho.
A covinha puxa de canto o sorriso.
Meu sorriso.
Seu sorriso.
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