Doce amargo,
Gravata e terno,
Nenhuma expressão.
Mistério em lata,
Amor em prata,
Desprezo, manutenção.
E nas praças, O gosto, o rosto, sem coesão.
Na dor, o pranto marchando, Sorrindo, mancando...
Dobrando a esquina,
A moça repete, remete,
Reprime, repito: no mito o poço.
Cheio, vazio...
Morto.
Esse poço.
Que pra quem nem sente gosto,
A vida é um nada,
Sem pouco nem muito,
Que sustenta a mão aberta em punho.
A boca deixa de canto um arrombo,
Que é a cor desse povo.
Sem sentido, sem profissão.
Se numerassem os rostos,
Teríamos um novo índice:
A face é translúcida,
Nada diz á quem não vê.
Por bem ou por mal,
Eu vejo.
Sensibilizar-me, É um ato de submissão a mim mesma.
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