Do pé nasceu.
E por quê?
Se qualquer tempo for de existir,
Seria o inverso do céu
A lua morta enfim.
A parte regressa do além.
Começo no meio assim,
Final sem arreio pra descontinuar.
Poema sem rumo,
Um diz que me disse,
Arrocho do arroio
A meia metade do furo,
Assim, sem mais saberes,
Os desprazeres se vão.
O lago, a rosa, capim,
Flor nem é de se cheirar.
Bonita a lua enfim,
O mar que é sem fundo
E lá, foi sem palavrear,
Sem mais conclusões,
Sem mais distração.
A corrida pega no beco o soluço,
É de sede, é de fome, é de frio.
E se via na unha um pedaço de sol,
Uma porção, um dizer,
Ditado do popular.
Foi do silêncio, brotou...
Mais um luar.
Que nada!
Foi-se o homem a caminhar.
Nenhum comentário:
Postar um comentário