Pera que tempo passa,a nata castra e o dia vai..
Para que a chuva parte
E é num trago á parte,
Sem dia, mera poesia.
Então curte, canta,
Abrasa essa casa,
Nutre essa estrada,
Que se o dia não dá em nada
A rua se põe brusca no desencanto.
E se pássaro sou que me deixo voar,
Belo enquanto livre.
Cego enquanto triste.
Simples felicidade,
Curta proximidade.
Trava a trave,
Que de tão minha é somente pensar.
Torpe dia que de tão meu é seu,
E sem mais nada a fazer te deixo passar.
Memória é de um trovador,
Que sem mais nada a dizer,
Enterra suas palavras na água.
Sem mais nada a querer,
Arrasta seu passo,
Atrasa o dia.
Memória é que sem memória
Nada é senão o relógio marchar,
A demora é som que me faz relutar.
E se fosse outro dia,
Faria de novo,
Deixaria o atraso no rasgo,
O descaso no barco,
A mala sem cor.
Deveria uma nuvem ao acaso,
Para que sem mais meia hora pudesse voar.
Priorizo um abraço, que no desembaraço se põe a cantar.
O impulso não me acalma a voz.
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