Antes fosse silêncio.
A face retoma a velha sina,
E arrebata-me a sede atroz.
Vive.
Antes fosse mistério a compactuar-me a claridade sem fim.
De cabeça pra baixo,
De peito aberto,
De caminhar quieto,
O ângulo é o mesmo.
Se transparecer o olhar,
É encarar o fato,
Assim derrepente,
Tudo se torna mais simples.
O ato é pensar...
A coragem é o risco.
Então configura a imagem,
E muda o tamanho da resolução.
Que de perto o clima tenciona a angústia,
E conjura o prazer coexistente.
Sem medo,
Aproxima o silêncio,
Para que ele possa falar.
E esqueça as estrelas mudas que estão a piscar.
Fato é fato.
O que modula meu bem,
É perspectiva.
Sem pré-confabular,
Tenho em mãos desejos e receios,
Mas quem não os tem?
Que as dúvidas sintam-se em casa,
Pois que são cautela.
Mas que não me barrem o querer,
Não estatizem a difusão de idéias.
Não vire imprecisão,
Que o que interessa é diálogo.
E seja saudade descendo o morro,
Ou vidência clamando por um decolar do tempo,
A idéia primeva resiste.
E é a intuição que me mantém disposta,
É a leitura dos passos que me faz em transe,
É o andar da roda que me faz soar.
Volta,
Que a breve sina,
É dizer aos quatro cantos que quem me faz sorrir,
É o acaso incerto...
Procure ouvir o silêncio
Andando sem pisar no chão,
Que é pra se fazer surpresa,
Na hora de chegar.
O mistério permanece.
A calma rasteja.
O vento sobrevoa o sentir,
Sem novas roseiras,
E sem novas histórias pra contar...
by nady
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