1.5.05

Semi-análise

Semi-análise disforme
Que segue sem passo,
Ao longo do tempo,
Que morre no meu sentimento.
A calçar a alma embaraçada,
Que fere-se ao partir-me remota,
E solve o silêncio que canta meus medos.

Sozinho encantas a sombra,
Que cala o sentido da alma,
Senzala sem fim...

Carícia que faz a curva,
Deixando-me turva na água que corre.
Nos rios avança,
E morre na alça sorrindo disforme,
Dorme acordada querendo viver...

Me tenha sorrindo, me tenha chorando,
Me tenha achando, querendo, morando,
Mas saiba que o tempo me faz sussurrar.

Me queira, me saiba,
Me entenda, me faça sonhar,
Para que não se faça receio,
E não se faça desejo,
E não seja segredo a nos apartar.

Que tenhas um corte sangrando na pele,
Tecendo uma aranha,
Descendo uma laje sem escalar.
Um gato lagarto domina o espaço e o faz pernoitar.
Que seja cereja na calda escalda,
Causando o texto, sangrando o luar...

Me deixa, esquece,
Estremece a lua no mar...
Me beije, deseje,
Sorria, abrace,
Enlace o segundo.
E o transforme,
Em uma semi-análise disforme.

Que siga sem passo ao longo do tempo,
Que morra no meu sentimento,
A calçar a alma embaraçada,
Que fira-se ao partir-me remota,
E solva o silêncio que canta meus medos...

Sozinho,
Encantes a sombra que cala o sentido da alma.
Senzala sem fim...
Senzala sem fim...

by nady

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