Ver com os mesmos olhos cada mesmo sonho vão,
Ter com o mesmo gosto cada velho tempo e som,
Viajam as nuvens, viajo no céu.
Reflexões introspectivas querendo romper-se ao mundo,
Que se deixem levar em tensos sorrisos!
E aliviar cada impulso indeciso,
E observar cada linha entre linhas.
Que seja improviso, modulando, sanando.
Que pise no fundo do poço, flutue, perdure, perfure,
Não ande!
Tropece, escorregue, levante,
Conceitos nada são se retrógrados.
Estabilidade nada é senão algema sombria e lenta.
Simulando sentidos em cores,
Texturas em flores.
Interferências, rancores...
Tic tac tic tac
Sem nada que passe transforme, reforme...
Sem o tudo que move e comove.
Seja um tudo no nada, sem massa,
Seja a morte a cavalo dançando regressa,
Ou a vida passando dormindo avessa...
Na ausência de impulsos nos sonhos,
As relações dispersas serão sempre as mesmas.
E talvez um poema, sem título, sem graça,
Atraia uma traça, faminta e sedenta...
E corroa a essência,
Arrematando mais um ponto,
Considerando mais um silêncio,
Transformando mais um tédio em segundo...
Ou seriam minutos?
No reflexo desta autocrítica reversa:
Seja tudo ou nada,
Seja indomada certeza,
Seja entorpecente beleza,
Mas rompa com o conceito poema-ritmo-som,
Gritando sem rimas...
Mas amplificando na vontade, a voz.
Mas um fim se arreda e carrega um adeus.
Que seja adeus aos deuses,
Mas não a vida,
Mas não a morte,
E sim á escrita.
Minto...
Abandonar os versos eternos,
É encher de sombras o ar que respiro...
Que fazer sem a sutil linguagem do calculo?
Prefiro calar-me.
Minto...
Calar é desintencionar o ouvinte.
E na verdade pretendo reinar no improviso,
Matar o conciso indeciso do meu pensar,
E reconquistar uma única platéia infinita.
Que jamais durmam os versos,
Pois que apenas existem num outro universo.
Universo meu que pulsa e respira,
Almejando adentrar no teu universo...
Ter com o mesmo gosto cada velho tempo e som,
Viajam as nuvens, viajo no céu.
Reflexões introspectivas querendo romper-se ao mundo,
Que se deixem levar em tensos sorrisos!
E aliviar cada impulso indeciso,
E observar cada linha entre linhas.
Que seja improviso, modulando, sanando.
Que pise no fundo do poço, flutue, perdure, perfure,
Não ande!
Tropece, escorregue, levante,
Conceitos nada são se retrógrados.
Estabilidade nada é senão algema sombria e lenta.
Simulando sentidos em cores,
Texturas em flores.
Interferências, rancores...
Tic tac tic tac
Sem nada que passe transforme, reforme...
Sem o tudo que move e comove.
Seja um tudo no nada, sem massa,
Seja a morte a cavalo dançando regressa,
Ou a vida passando dormindo avessa...
Na ausência de impulsos nos sonhos,
As relações dispersas serão sempre as mesmas.
E talvez um poema, sem título, sem graça,
Atraia uma traça, faminta e sedenta...
E corroa a essência,
Arrematando mais um ponto,
Considerando mais um silêncio,
Transformando mais um tédio em segundo...
Ou seriam minutos?
No reflexo desta autocrítica reversa:
Seja tudo ou nada,
Seja indomada certeza,
Seja entorpecente beleza,
Mas rompa com o conceito poema-ritmo-som,
Gritando sem rimas...
Mas amplificando na vontade, a voz.
Mas um fim se arreda e carrega um adeus.
Que seja adeus aos deuses,
Mas não a vida,
Mas não a morte,
E sim á escrita.
Minto...
Abandonar os versos eternos,
É encher de sombras o ar que respiro...
Que fazer sem a sutil linguagem do calculo?
Prefiro calar-me.
Minto...
Calar é desintencionar o ouvinte.
E na verdade pretendo reinar no improviso,
Matar o conciso indeciso do meu pensar,
E reconquistar uma única platéia infinita.
Que jamais durmam os versos,
Pois que apenas existem num outro universo.
Universo meu que pulsa e respira,
Almejando adentrar no teu universo...
by nady
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