13.2.05

Despir o tempo

O sangue que escorre respira a lagrima pulsante.
Tremor inconstante de um ritmo quieto,
Passos barulhentos a ranger por entre mares,
Singela a voz,
Sussurrante palco...

O sangue que escorre dançante
Flameja lentamente na aurora do porvir
Passos que escorregam em alto mar,
Murmurando sonetos a fim
Silêncio, onda, silêncio, onda, silêncio...
Água, Água, Água,
Tremor inquieto de um som incessante...

O vento uivante que corta gélida dor
Lágrima, lágrima, lágrima...
O sussurro que questiona
De cada pulso um coração,
Que de um abraço,
Só a humanidade renega.

Uma lágrima, um rio.
Meia volta de passo, saudade.
Um silêncio, palavra.

As chagas que não impedem o andar,
Que só um abraço te impede chegar
Uma fita, um laço, sufocante...
Orvalho gotejante
Louvor de um sentir...

Implica-se perceber uma íris
Onde o silêncio inquieta-se, despercebido...

by nadja

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